65. Laços que o tempo não quebra.
Hoop
O céu lá fora estava dourado, tingido pelas últimas luzes do entardecer. As folhas se moviam em compassos lentos, como se a própria floresta quisesse respeitar o silêncio que me envolvia. Eu estava sentada nos degraus da varanda da casa de Marluce, abraçando meus joelhos, com a cabeça encostada nas pernas. Por fora, calma. Por dentro, um furacão de sentimentos que eu nem sabia nomear.
Os últimos acontecimentos dançavam em minha mente, Blanca, meu pai, a profecia…
Eu soube que ele estava al