24. Não. Não agora.
Hoop
Fiquei internada por dois dias. Dois longos dias de febre queimando meu corpo, devorando minha mente. Entre delírios e visões, eu já não sabia o que era real.
Mas, como uma tortura cuidadosamente calculada, quando a febre cedeu, vieram as dores, agudas, pulsantes. A costela ainda latejava, a perna parecia em chamas. Mas eu estava viva. Viva o bastante para ser jogada de volta naquela cela imunda.
O ar ali era denso. Cheirava a mofo, a sangue velho, a desespero.
A escuridão parecia respira