Uma batida na porta interrompe meus pensamentos. É Raquel.
Eu já tinha me exaltado com ela, logo que cheguei, a proibindo de ligar para a minha casa. Mesmo assim, sua presença ainda me incomoda. Ela representa o que fui — e que não quero mais ser.
—A outra remessa do maquinário chegou e você precisa assinar alguns documentos.
—Tudo bem.
Ela entra, como sempre segura de si, e me lança aquele olhar atrevido, como se ainda houvesse alguma intimidade entre nós.
—Não precisa ficar com essa cara amar