O vento daquela noite não soprava como antes.
Havia algo diferente no ar — não frio, não quente — mas carregado. Como se o próprio mundo estivesse segurando a respiração.
Liora sentiu primeiro.
Não foi dor.
Não foi medo.
Foi vibração.
A marca em seu peito não queimava mais quando o perigo se aproximava. Agora ela pulsava. Como um coração dentro de outro coração.
Ela estava na borda do território quando a sensação se intensificou.
Kael surgiu logo atrás dela.
— Você sentiu.
Não era pergunta.
Ela