A chuva finalmente veio durante a madrugada. Não forte, nem demorada — apenas o suficiente para molhar a terra e deixar no ar aquele cheiro antigo de recomeço. Isabella acordou com o som leve das gotas no telhado e permaneceu de olhos fechados por alguns instantes, respirando fundo. Havia algo de profundamente reconfortante naquele som, como se o mundo estivesse confirmando, em silêncio, que ela não estava sozinha.
Rafael dormia ao seu lado, de bruços, um braço jogado sobre o travesseiro. Isabe