A estrada até a cidade parecia mais longa naquela manhã, embora fosse a mesma de sempre. O sol ainda não estava alto, e a neblina fina recobria os campos ao redor, dando ao mundo um aspecto suspenso, como se tudo estivesse em pausa.
Rafael dirigia em silêncio, uma mão no volante, a outra apoiada na perna de Isabella. Não havia necessidade de conversa. O gesto bastava. Isabella observava a paisagem passar pela janela, mas não a via de verdade. Os pensamentos iam e vinham, sem pressa, sem desespe