A noite desceu com um peso leve, como se o dia tivesse se esvaído sem pressa. O céu estava limpo, uma tapeçaria escura pontilhada de estrelas. A brisa suave continuava a fazer o milharal balançar, e o som das folhas se misturava ao canto distante de um sapo, como uma música que começava a se apagar. Era o tipo de noite que pede silêncio, mas também pede companhia.
Rafael parou de tocar, o violão agora apenas um peso nas mãos. Ele olhou para o lado e encontrou Isabella observando a mesma noite,