DAVINA
O cheiro de roupa esquecida e um leve perfume floral envelhecido pairava no ar. Minha mãe estava na cama, imóvel, como se o tempo tivesse parado para ela. Seus olhos estavam abertos, mas vazios, fixos no teto.O quarto estava mergulhado em penumbra. As cortinas grossas bloqueavam a luz do sol que tentava, insistentemente, atravessar as janelas.
— Mãe... — Minha voz soou mais suave do que eu pretendia, quase como um pedido. Entrei no quarto com cuidado, como quem invade um santuário quebrad