O silêncio no necrotério não era mais pesado — era reverente. Como se o próprio mundo reconhecesse que algo havia mudado. Kieron permanecia imóvel, olhando a fita azul entre os dedos, agora sem o brilho espiritual que carregava antes. Era apenas fita. Mas simbolizava tudo o que ele havia feito: cada alma tocada, cada memória resgatada, cada fragmento de dor transformado em alívio.
Naquela manhã, Lia preparava chá na pequena cozinha improvisada nos fundos da sala de exames. O aroma suave de hort