Kiera não dormiu naquela noite.
Desde que abrira o Livro Vivo, sua mente fervilhava com imagens que não vinham de sua própria memória — vultos de cidades que nunca existiram, nomes que ecoavam como tambores dentro do crânio, e uma risada, baixa e contínua, como se alguém estivesse ali, atrás dela, sempre.
Kieron percebeu a mudança. Ela estava mais pálida, mais tensa. Seus olhos se moviam como se vissem uma paisagem paralela.
— Kiera, você leu mais do que deveria? — ele perguntou, ao encontrá-la