EDILENA NARRANDO:
A água fria escorria pela minha nuca enquanto eu lavava o rosto na pia do banheiro. Meus dedos trêmulos tentavam apagar qualquer vestígio de fraqueza, mas eu sabia que não adiantava. Meu peito ainda ardia, e minha mente reproduzia aquela cena de Guero com duas como um filme arranhado que eu não conseguia pausar.
Marília estava ao meu lado, me observando com olhos cheios de preocupação.
— Você tá bem, prima? — Lia perguntou, segurando meus cabelos para trás, com sua voz suave,