ISABELLA
Lá dentro, os gritos do meu pai ecoam como lâminas cortando o ar. Minha mente entra em colapso. Meu corpo treme de pânico. Meu pai não pode me deixar. Rafael Mancini é meu herói e heróis nunca morrem. Não posso perde-lo. Meu corpo se move antes que eu consiga pensar no que fazer. Corro até ele.
— Pai! — eu e Livia gritamos ao mesmo tempo, o desespero na voz nos unindo como uma só.
— Um pano limpo! Preciso estancar esse sangue! — Yan grita, pressionando o ferimento com as mãos já encha