Aurora Santoro
No final do jantar… eu estava sufocada.
Mas não de um jeito ruim.
Era um sufoco diferente.
Quente.
Intenso.
Quase desesperador.
Era como se o ar ao meu redor tivesse ficado mais denso, mais pesado… carregado de algo que eu não conseguia nomear, mas que sentia em cada parte do meu corpo.
Cada olhar dele.
Cada palavra.
Cada vez que ele se aproximava da nossa mesa.
Tudo aquilo tinha mexido comigo de um jeito… perigoso.
E o pior?
Eu não queria que parasse.
Passei a língua pelos lábio