Rodrigo Santoro
O trajeto até o hospital foi um borrão.
Eu não lembro dos semáforos.
Não lembro das ruas.
Não lembro de absolutamente nada além da imagem dela caindo.
O corpo frágil.
O som seco.
O meu desespero.
Quando cheguei, deixei Elisa sob os cuidados de Denise e dos médicos. Fiquei ali alguns minutos, parado, olhando para a porta do quarto como se aquilo fosse suficiente para mantê-la viva.
Mas não era.
E eu sabia.
Havia algo que precisava ser feito.
Algo que eu vinha evitando há tempo de