Dominique
Durante a nossa volta, Gael pegou um caminho estranho.
— Onde estamos indo? — perguntei enquanto acariciava o meu ursinho.
— Já estamos chegando.
Sua resposta foi misteriosa, mas depois do ursinho, achei que fosse alguma surpresa de aniversário.
Ele parou em um prédio e subimos até a cobertura. Que ele abriu e me mostrou o espaço vazio.
— Vai se mudar? — perguntei olhando a vista incrível através de uma parede de vidro.
— É seu. Um presente por tudo que fez por mim.
Foi nessa hora que o meu sorriso murchou e que o meu coração doeu como se alguém o esfaqueasse. Meus braços caíram ao lado do meu corpo.
— Você acha que tudo o que passamos foi por dinheiro? Me considera uma prostituta? — não queria chorar, mas foi impossível controlar as lágrimas.
— Calma, Dominique! É só um presente. — Ele tentou se aproximar, mas me afastei bruscamente.
— Isso é um presente. — Balancei o urso. — Esse apartamento é uma forma de me mostrar que tudo que vou ter de você é dinheiro em troca de favo