Dominique
Passaram alguns dias do aniversário do pai de Gael e fui duas vezes na mansão Dvorak. Trabalhava normalmente e na empresa quase não tinha contato com Gael. Estava tudo quase normal, tirando o meu falso namoro, meu evidente amor por um homem inacessível, e ainda tinha os olhares mortais de Guilhermina nas poucas vezes que nos esbarrávamos.
Minha mente estava tão cheia que assustei quando mamãe disse em uma ligação:
— Filha, diga que dia você vai estar tranquila. Seu pai e eu queríamos fazer um bolo para o seu aniversário.
Aniversário? Meu Deus! Esqueci completamente.
— Não vou fazer nada, mamãe. Pode me esperar. Só queria saber se posso levar alguém. — Era a hora de saber se Gael vai cumprir a parte dele. Se ele disser não, vou saber que é hora de acabar com essa brincadeira.
— Um namorado? — perguntou animada.
— É, mas não crie expectativas. Nem lembrava do meu aniversário. Talvez ele não possa ir.
— Claro que pode. Diga que estamos ansiosos para o conhecer. Agora me conta t