Eu o encarei. Marcos estava na porta da cozinha, sorrindo com a faca e o tomate na mão. Meu coração não batia de medo, mas de uma raiva fria e controlada. O som da voz dele, o cheiro do azeite que ele estava usando, tudo era uma nojeira mentirosa.
— Sim, Marcos. Eu já escolhi. E não é macarrão. É justiça — minha voz saiu baixa, mas firme. Eu não tinha o tom de uma vítima; eu tinha o tom de uma juíza.
Ele hesitou. O sorriso vacilou um instante, capturando a frieza nos meus olhos.
— Justiça? O qu