A noite já tinha tomado conta quando atravessei as portas do centro cirúrgico, depois de quase dez horas contínuas de precisão e tensão.
Passei a mão pela nuca, sentindo o peso do dia finalmente se instalar no corpo — não de uma vez, mas como uma maré lenta, inevitável.
Na minha sala, o celular vibrava sobre a mesa.
Uma mensagem de Rafaela.
"Não precisa passar na Maison, saí mais cedo. Beijos."
Fiquei alguns segundos olhando para a tela, sem responder de imediato. Era um detalhe simples, quase