Reboco e construção.
A Rocinha acordou diferente naquela semana. Ainda machucada, mas com um tipo de força que só favela tem: a que vem da dor misturada com esperança. Os buracos dos tiros nas paredes viraram pontos de conversa e união. Em cada viela, alguém empunhava uma pá, um balde, um rolo de tinta.
A quebrada tava viva. E pronta pra se reconstruir.
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Rael acordou com o sol cortando a janela e o celular pipocando de mensagem. DV já tinha deixado aviso no grupo: “7h em ponto na quadra do Campão. Todo mundo con