Sangue na laje, fé no coração.
O sol nasceu meio envergonhado naquele dia. A Rocinha ainda tava coberta por uma nuvem densa de fumaça e luto. Nas lajes, marcas de bala. Nos becos, cascas de munição espalhada. O cheiro de pólvora ainda tava presente no ar, junto com o medo e o silêncio de quem sobreviveu.
Rael andava devagar pela viela, o corpo cansado, a mente rodando. A Glock ainda tava presa na cintura, mas agora pesava mais do que nunca. A guerra tinha vencido uma batalha, mas o coração dele… tava machucado.
— E aí, chefe