— Calma, calma. Você ia cair.
A voz de Arthur veio baixa, perto demais, e só então eu percebi duas coisas ao mesmo tempo: que continuava agarrada ao braço que me segurava e que, se ele não tivesse me puxado, eu provavelmente teria despencado escada abaixo igual uma protagonista burra de filme de terror.
Meu coração ainda estava tentando fugir pela boca.
— Me solta — repeti, mas dessa vez sem a mesa certeza de antes.
Ele me soltou imediatamente.
No escuro, eu só conseguia ver o contorno dele rec