A noite tinha sido boa.
Não intensa, não de sexo. Não carinhosa como se fôssemos um casal apaixonado que tinha descoberto isso há muito tempo e estava confortável com aquilo. Mas tinha sido boa de um jeito que eu não sabia explicar ainda. O tipo de bom que acontece quando duas pessoas param de lutar e simplesmente... deixam acontecer.
Arthur tinha ficado no quarto. Eu não tinha deixado que fosse para o outro, e ele não tinha insistido em ir. Dividimos a cama com aquela distância respeitosa de i