A carta estava dobrada dentro da gaveta da mesa de cabeceira, mas eu conseguia sentir a presença dela como se estivesse em cima do meu peito.
Pode brincar de madame, mas o passado sabe onde te acha. Abre o olho!
Eu já tinha lido aquela frase umas seis vezes. Talvez sete. Em algum lugar do meu cérebro, eu esperava que uma explicação para aquelas palavras fosse aparecer a qualquer momento se eu continuasse lendo.
Não apareceu.
O pior era não saber quem tinha escrito.
Alguém sabia que eu estava mo