Capítulo 139
“Algumas dores não se explicam. Elas precisam ser soltas no ar para não nos sufocar.”
Naia dirigia sem controle. O volante tremia nas mãos, os olhos turvos pelas lágrimas. A respiração falhava, o peito arfava. Ela apertava os lábios com força tentando conter o grito que explodia por dentro.
Cassian acelerava atrás dela, o carro engolindo o asfalto como uma fera em perseguição. Assim que se colocou ao lado do carro de Naia, abaixou o vidro e gritou com firmeza:
— Oi, delícia. Dimin