O som do vento naquela manhã parecia diferente. Ele batia nas janelas com mais força do que o habitual, como se tentasse me avisar que algo se aproximava. Eu estava com oito meses agora, e cada passo parecia mais lento, mais pesado. Mas o que me pesava de verdade não era a barriga. Era o silêncio.
A casa estava inquieta. Os passos de Elena eram mais firmes. Os olhares de Enzo e Dante, mais atentos. Ninguém dizia nada, mas eu sentia. Algo estava acontecendo, algo que me envolvia mesmo que tentas