O sábado de manhã em Ribeirão Fundo tinha o ritmo de sempre.
O mercado abria às oito. A padaria do Seu Afonso esgotava o pão de queijo antes das nove. A praça central recebia os homens mais velhos que vinham tomar sol e discutir política com a regularidade de fenômeno natural. A Igreja de Sant'Ana abria as portas para a missa das dez com o sino que funcionava desde 1962 exceto pelos dois anos do mecanismo quebrado.
O que não era de sempre era o assunto.
Não havia consenso Ribeirão Fundo rarament