— Oi — ele repetiu.
Não havia mais nada nos primeiros segundos.
Apenas os dois de cada lado do telefone com o peso de três semanas de silêncio que havia sido necessário e que havia custado e que havia chegado ao fim com uma sílaba que era pequena demais para o que carregava.
— Como está o braço? — ele disse, por fim.
— Tiraram os pontos hoje — ela disse. — Está bem. Vai ficar uma marca fina mas a Ana disse que clareia.
— A Ana do posto.
— A minha mãe montou uma rede de vigilância.
— Eu sei — el