O silêncio entre eles não era vazio. Era denso, pulsante, como se cada respiração dissesse o que as palavras temiam revelar.
Charlotte levantou-se devagar, caminhou até a mesa onde Alexander havia deixado os documentos. Passou os dedos sobre a assinatura do pai como se pudesse, com um toque, apagar a dúvida.
— Você confia nele? — ela perguntou, sem se virar.
— No Leonard?
— Em qualquer um.
Alexander se aproximou, parando ao lado dela.
— Hoje? Só em você.
Ela soltou uma risada sem humor.
— Péssi