O silêncio entre eles ficou pesado.
Não era vazio.
Era cheio demais.
Helena não conseguia desviar o olhar de Dante, mas, ao mesmo tempo, queria. Porque quanto mais ela olhava… mais difícil ficava ignorar o que ele estava dizendo.
“Alguém que você ainda ama.”
Aquilo não saía da cabeça.
— Para… — ela murmurou, levando a mão até a testa. — Para de falar assim.
Dante não se moveu.
— Eu não estou falando nada além do que você já sabe.
— Eu não sei de nada! — ela rebateu, mais alto do que queria.
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