O quarto do hotel estava silencioso demais.
Helena ainda estava encostada na porta, como se precisasse dela para se manter de pé. O corpo tremia, mas não era mais de nervoso.
Era o depois.
O vazio que vem quando tudo explode… e sobra só o silêncio.
Ela fechou os olhos por alguns segundos, tentando organizar os próprios pensamentos, mas era inútil. A cena ainda estava viva na cabeça dela.
A voz do pai.
Fria.
Irrevogável.
“Você era.”
Aquilo não saía.
Não diminuía.
Não dava trégua.
Helena respirou