Acordo com a cabeça latejando e uma vontade horrível de vomitar. Levanto sem sequer olhar ao redor e corro para o banheiro.
Me ajoelho diante do vaso e começo a vomitar, mas não sai nada além de água.
— Meu Deus… minha cabeça vai explodir — murmuro para mim mesma, sentando-me no chão frio.
Então, como um filme cruel, tudo o que aconteceu ontem vem à minha mente: desde o momento em que saímos do evento até a lembrança eu dançando, quase sem roupa, em cima daquela bancada.
— Que vergonha… — digo em voz baixa, encarando meu reflexo como se ele pudesse me dar alguma resposta.
Percebo, então, que estou usando uma camisa masculina branca, larga demais para mim, sem nada por baixo — apenas uma calcinha.
Meu coração dispara.
O que aconteceu?
Por que estou usando essa roupa?
Quem me vestiu?
Flashs confusos invadem minha mente.
O senhor William me tirando daquela boate. Eu passando mal, vomitando. E, pior ainda… as palavras horríveis que saíram da minha boca.
“Você é um cafajeste. Eu quero fica