— Não está acontecendo nada, mãe. Eu só fiquei curiosa com alguns boatos que ouvi no trabalho, só isso — digo, levantando-me da cama. — Vou fazer alguma coisa para comer… vai querer? — pergunto, tentando disfarçar o nervosismo.
— Não, querida. Eu já tomei café. Vá comer alguma coisa e depois descanse — ela responde.
Saio do quarto, passo pela sala, pego meu celular e sigo para a cozinha.
Não estou com fome. Faço apenas um café preto e me sento à mesa, bebericando devagar.
Acabo me distraindo, pensando no que William disse: “Me avise quando chegar.”
Será que eu deveria mandar uma mensagem para dizer que estou bem?
Abro o celular e procuro o número dele. Começo a digitar, mas, no último segundo, perco a coragem. Saio da conversa e decido ligar para Sara. Antes mesmo de discar, o nome de William aparece na tela.
Por que ele está me ligando? Será que aconteceu alguma coisa?
Respiro fundo antes de atender.
— Alô — digo, fingindo não saber quem é.
— Você não salvou o meu número, senhorita E