O táxi parou com um solavanco diante do portão de ferro descascado na zona leste de São Paulo. Helena desceu devagar, sentindo o peso da sua nova realidade em cada fibra do corpo. O ar ali não tinha o aroma de gardénias e baunilha da cobertura de Eros; cheirava a asfalto quente, a comida temperada vinda das janelas vizinhas e à vida real, crua e barulhenta.
Samanta vinha logo atrás, carregando uma única mala de mão. Helena recusara levar as joias, os vestidos de seda ou as bolsas de marca. Trou