O eco do baque da porta de Eros ainda vibrava nas paredes quando o corpo de Helena cedeu. O ar parecia ter se transformado em chumbo, pesado demais para seus pulmões. Uma dor aguda, como uma fisgada de fogo, partiu do baixo ventre e subiu por sua espinha, fazendo-a dobrar-se sobre os lençóis onde as fotos da discórdia ainda jaziam.
— Samanta... — o sussurro de Helena foi um fio de voz, carregado de agonia.
A governanta, que ainda estava no quarto tentando recolher os destroços emocionais da dis