O despertar de Helena não foi marcado por um susto, mas por uma lenta subida de um poço profundo e aveludado. O cheiro de antisséptico e o som rítmico dos aparelhos médicos eram agora uma presença familiar e calmante, contrastando com o caos que a levara até ali. A luz do quarto de hospital estava baixa, filtrada por persianas que deixavam apenas fios de luar riscarem o chão.
A primeira coisa que ela sentiu foi um peso sobre a sua mão esquerda. Helena moveu os dedos lentamente e encontrou algo