O jantar que se seguiu ao confronto no terraço foi uma coreografia de talheres e silêncios pesados. Helena mantinha os olhos fixos no prato, mastigando com uma lentidão mecânica, enquanto Eros, sentado à cabeceira, mal tocava na sua refeição. O "tanto faz" dela ainda ecoava nas paredes de mármore, uma barreira invisível que ele não sabia como transpor. A atmosfera estava tão carregada que o tilintar de uma colher de cristal parecia um estrondo.
Samanta circulava pela sala com passos de veludo,