A noite que se seguiu à expulsão de Isabela foi marcada por um silêncio diferente. Não era mais a quietude gélida da indiferença, nem a mudez carregada da embriaguez. Era um silêncio denso, reflexivo, como o ar que antecede uma grande tempestade. Helena estava deitada, mas o sono era um horizonte distante. As palavras de Eros — *“Eu digo muitas coisas quando estou tentando me proteger”* — repetiam-se em sua mente, desmanchando a armadura de apatia que ela lutara tanto para construir.
Na manhã s