POV: Cristina Sousa
A manhã seguinte nasceu cinzenta, como se o sol daquele inverno de 1950 se recusasse a iluminar as pedras frias da Mansão Stinson.
O silêncio no segundo andar era pesado, quase palpável, lembrando o ar sufocante antes de uma tempestade. Isabel estava sentada no tapete persa de fios grossos, brincando silenciosamente com os seus blocos de madeira. Eu a observava da poltrona, ainda sentindo o fantasma do aperto brutal de Lewis no meu braço. A marca vermelha na minha pele j