Narrado por Dmitri Volkov
O galpão estava mergulhado na penumbra quando cheguei. O cheiro metálico de ferrugem e gasolina impregnava o ar, um odor que para muitos seria insuportável, mas para mim sempre significou apenas uma coisa: confissão.
Mikhail me aguardava à porta, o rosto duro, braços cruzados.
Mikhail: — Ele está amarrado. Já tentou resistir, mas não vai durar.
Assenti sem pressa. A pressa é inimiga da verdade.
Entrei. O som das minhas botas ecoou pelo chão de concreto, preenchendo o s