Narrado por Anya Petrova
Entrei no apartamento da Polina como quem volta de um campo de batalha. O corredor cheirava a chá e a limpeza recente, mas nada disso segurava o tremor das minhas mãos. Fechei a porta com cuidado, dois giros na fechadura, e apoiei a testa na madeira fria.
Polina surgiu da cozinha com um pano ainda úmido nas mãos. O olhar dela me percorreu dos sapatos à garganta, medindo cada fissura.
Polina: — Você demorou. Ele te prendeu lá?
Anya: — Não. Ele… me mostrou a casa. Fez que