Boris
Eu estava tremendo.
Não de medo.
De ódio.
Oleg.
Aquele filho da puta tinha metido uma bala na cabeça do Fagundes — não… do Mikhail — e ainda teve coragem de me ameaçar.
Saímos do restaurante praticamente arrastando um ao outro pela lateral do prédio, entre as árvores cobertas de neve e o estacionamento mal iluminado do interior de Moscou. As sirenes já ecoavam ao longe, cortando o silêncio da floresta.
Duarte — ago