Narrado por Anya Petrova
A manhã começou como qualquer outra.
Cheguei cedo, como sempre, a pasta cheia de provas para corrigir e o coração pesado demais para alguém que deveria apenas ensinar verbos e fórmulas. Sorri para os alunos, mesmo sem sentir vontade, e tentei acreditar que a sala de aula era o último lugar seguro que me restava.
As carteiras estavam alinhadas, o quadro branco cheio de rabiscos da aula anterior. O cheiro de giz, misturado ao perfume doce de algum aluno, dava ao ambiente