Narrado por Catarina Smirnova
A neve derretia no vidro da janela, escorrendo em linhas finas, como se o céu chorasse por mim. Fazia apenas dois dias desde que Dimitri e Mikhail me tiraram do inferno, e ainda assim eu não sabia como respirar dentro daquela nova realidade. A mansão Volkovsky era imensa, fria e organizada demais para alguém que passou semanas trancada, ouvindo ameaças e promessas nojentas.
Bati na porta do escritório dele com os dedos tremendo.
Catarina: — Posso entrar?
Mikhail: —