Narrado por Don Marcello
O som do copo batendo na mesa ecoou pelo salão. O uísque respingou sobre o mármore, manchando como sangue fresco. Eu já estava de mau humor desde o amanhecer — a noite anterior tinha sido longa, e a lembrança da humilhação, insuportável.
Quando a porta se abriu e Yakov Smirnova entrou, o ar do ambiente pareceu congelar. O homem tinha olheiras profundas, o rosto cortado e uma expressão de quem carregava uma má notícia que valia mais que a própria vida.
Marcello: — Espero