Narrado por Mikhail Volkovsky
O mapa da mansão estava aberto sobre a mesa. Três entradas, duas torres de vigilância e um portão principal reforçado. Homens armados circulavam a propriedade a cada quinze minutos. Nada que não pudesse ser quebrado com o plano certo.
Dimitri estava de pé diante da janela, de terno preto, o olhar frio. Ele sempre parecia calmo antes de uma guerra — como se o caos o alimentasse.
Dimitri: — Dois grupos. Um pelo portão lateral, outro pelos fundos. Eu entro com você. Sem erros.
Mikhail: — Nenhum. Quero ela viva.
Dimitri: — E eu quero todos os inimigos mortos.
Assenti. Era justo. Aquele era o tipo de operação que terminava em sangue — ou fracasso.
Sobre a mesa, havia armas alinhadas, rádios, munições. Peguei uma pistola, chequei o carregador, encaixei na cintura. O colete veio por cima da camisa preta. Cada movimento era automático, treinado. Só o coração destoava do ritmo. Catarina estava lá dentro, e eu não podia falhar.
Dimitri: — Você tem certeza? Quando s