Maksim
Passei em casa no maior sossego. Tomei um banho demorado, deixei a água cair nos ombros como se pudesse tirar um pouco da tensão dos últimos dias — mas nada tirava o fato de que eu estava indo jantar com ela. Quando saí do banheiro, o Lev já tinha deixado as flores que eu pedi na porta da brigada. Peguei o buquê e fui direto pra casa da Antonella.
Bati na porta e ela abriu com um sorriso que, por si só, já valia uma guerra inteira. Meu peito travou. Primeiro eu olhei o sorriso… depois o vestido.
Russo nenhum no mundo se prepararia emocionalmente pra aquilo.
Se eu não tivesse lembrado que era um jantar com outras pessoas, teria dispensado o jantar e ido direto pra sobremesa sem culpa nenhuma.
Maksim: eu trouxe pra você.
Puta merda… você está linda.
Antonella: obrigada. Entra. A Alessia e a Areta já chegaram.
Entrei devagar. A mesa improvisada na cozinha tinha três mulheres e uma criança. E mesmo assim… era a cena que me desmontava mais do que qualquer inimigo armado.
Maksim: boa