Maksim
Esperei Lev voltar, andando de um lado para o outro do corredor do hospital privado. Quando ele finalmente apareceu, seu rosto deixou claro que a situação já estava sob controle — ou o mais próximo disso que se podia chamar de controle.
Ele disse que a família de Peterson já estava sob vigilância. Estavam aterrorizados, confusos, sem entender por que haviam sido levados dali nem o motivo de estarem sendo mantidos sob custódia. Segundo Lev, nenhum deles havia me entregado. O medo de uma retaliação maior era visível. Ninguém ousava fazer perguntas.
Ele ainda acrescentou, com um certo desprezo, que havia encontrado a esposa de Peterson na cama com um rapaz muito mais jovem. O filho do falecido estava na sala, jogando videogame como se nada tivesse acontecido, mesmo depois do caos que se seguiu à morte do pai.
Fiquei encarando Lev por alguns segundos, incrédulo.
Maksim:
— O luto dela durou menos do que eu imaginava. Peterson já era traído, sejamos honestos. Era apenas uma questão d