Maksim
Quando nos aproximamos do quarto de Viktor, não havia vozes lá dentro. O silêncio era absoluto, pesado, quase sufocante. Isso significava que ele estava sozinho — exatamente como eu esperava. Dei uma ordem curta aos homens para permanecerem do lado de fora e entrei acompanhado apenas por Lev.
Viktor estava deitado, a perna imobilizada, o rosto pálido demais para alguém que ainda acreditava estar seguro. No instante em que me viu, seus olhos se arregalaram de um jeito quase patético. Inclinei levemente a cabeça, deixei escapar um sorriso contido e me aproximei com passos lentos, calculados.
Viktor:
— Maksim… o que você está fazendo aqui?
Maksim:
— Passei muito tempo afastado por um erro meu. Fui descuidado e paguei por isso. Enquanto isso, pessoas como você acharam que podiam agir pelas minhas costas. Hoje, a polícia voltou a aparecer. E curiosamente, foi direto até a casa da mulher que carrega meu nome. Isso me obrigou a rever cada um que poderia estar envolvido. Um por um. Até