MAKSIM
Assim que entrei no escritório do meu pai e vi Dmitri Volkov em pé, de costas, encarando a janela como se pudesse ver dentro da minha alma, eu parei. Ficamos alguns segundos em silêncio, até que ele se virou.
Os olhos dele — aqueles olhos que sempre foram meu norte — tinham um misto de preocupação, raiva e alívio.
Eu não pensei duas vezes.
Fui até ele e o abracei.
Maksim: Eu senti falta de você, pai.
Dimitri: Blin… — ele resmungou, me apertando forte. — Você quase morreu naquela prisão.