DIMITRI
Quando deixei a sede do conselho, minha cabeça ainda estava latejando. Maksim tinha me dado a maior dor de cabeça dos últimos dez anos — e, ao mesmo tempo, um orgulho que eu não ia admitir nem sob tortura.
O filho da puta tinha falado como um Volkov.
Como meu filho.
Como meu sucessor.
Mas também tinha acabado de declarar guerra com a Itália inteira.
E isso ninguém aguenta sem um gole de vodka ou sem conversar com a mulher certa.
Então, ao chegar em casa, tirei o casaco pesado, deixei as armas no móvel da entrada e soltei um longo suspiro antes de entrar na sala.
Anya estava sentada no sofá, lendo um dos livros dela, tranquila, elegante — do jeito que sempre foi. Quando ouviu meus passos, levantou os olhos e sorriu daquele jeito que me desmontava desde o primeiro dia.
Anya: Você está com cara de quem brigou com o mundo inteiro… e perdeu.
Eu entrei, joguei o corpo na poltrona e deixei a cabeça cair pra trás.
Dimitri: Nosso filho está apaixonado.
Ela piscou duas vezes, largou o l